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Por: Cátia Menezes - Jornalista e estudante do 7° período de Direito
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A prática do bullying é caracterizada pela ação repetitiva de agressão verbal ou física
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Muitos assuntos precisam ser debatidos, mas não me canso de falar sobre os problemas que rodeiam o âmbito educacional de nosso Estado e, consequentemente, de nossa Capital. Dessa vez, venho abordar algo que está se tornando caso judicial e contaminando o ambiente escolar, prejudicando muitos alunos e causando graves transtornos: o bullying. Muitos até desconhecem o termo, mas com certeza já presenciaram, praticaram ou foram vítimas de violência moral ou física na escola.
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As diferenças na formação se refletem na desigualdade social
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No quadro social em que vivemos atualmente, a presença da contradição e da desigualdade ainda é fato. Vários estudiosos tentam entender o porquê de tamanha diferença entre as classes e descobrir a solução.
Dentre tantas teorias, uma palavra está sempre presente nestes debates: a educação. Não é por menos, nossa formação intelectual e, consequentemente, o nosso crescimento profissional está intimamente ligado aquilo que nos ensinam durante a nossa infância e juventude.
As famílias que podem investir em qualificação profissional e que pagam por um ensino de qualidade à criança desde o início da fase escolar, aumentam significativamente as chances desta conquistar a independência financeira e o sucesso como profissional, no futuro. Claro que podemos citar vários casos de superação dos quais pessoas que lutaram sem nenhum recurso financeiro e, mesmo assim, conseguiram mudar a realidade delas. Entretanto, no geral, elas são exceções.
Portanto, acredito que só alcançaremos qualidade de vida, investindo na educação. É notória as mudanças conquistadas no âmbito escolar público, com os investimentos do governo na infraestrutura e na informatização das escolas. Mas, o que há de errado já que estes equipamentos não garantem o aprendizado dos alunos? O que devemos mudar na estratégia, e que tipo de investimento deve ser feito, visto que aumentam os casos de violência entre aluno e professor e, assim, há queda na qualidade de ensino?
Este é um debate que deve ser feito na base, com aqueles que usam o serviço público de ensino que hoje é motivo de “chacota” pelos jornais do Estado. A educação abrange todas as esferas e deve ser pensada em sua complexidade que vai desde a formação da criança, a re-educação nos sistemas carcerários até a garantia da profissionalização dos que querem mas não possuem condições financeiras.
Como vice-presidente da Comissão de Educação, venho pensando nos problemas que enfrentamos diariamente e me deparo com uma realidade triste. As crianças pobres não estão sendo preparadas como as mais favorecidas financeiramente.
Enquanto uma vai à escola, após um farto café da manhã, e ao chegar tem o seu tempo livre para se dedicar a outras atividades como balé, inglês, natação, etc, outra chega em casa com fome, as vezes mal tem do que se alimentar, e, sem o tempo livre deve cuidar dos irmãos e, muitas vezes, trabalhar na rua para ajudar os pais em casa. A educação de qualidade depende de uma série de fatores sociais ligados à estrutura familiar e ao âmbito social em que a criança se insere.
Os políticos detêm o poder de transformação, mas estão ali como porta-voz do povo. Portanto, opine, dê a sua contribuição com idéias pois, participar com sugestões é um dever de todos numa esfera democrática.
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Vereadora Neuzinha fala sobre a importância da participação feminina na política
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Mulheres, Vamos à Luta!
Pensar em políticas públicas para a mulher requer um pouco mais do que reflexão. Exige compromisso com a mudança. Saber o papel que ela exerce na sociedade e o que ela representa no contexto político e social brasileiro. Por natureza, a mulher administra a casa e a família, e ainda consegue conciliar o seu tempo com o trabalho e os estudos.
Em consequência disto, a percepção da mulher se voltou às mazelas da sociedade. Ela se politizou, conseguiu chegar a cargos mais altos e teve conquistas importantes, porém, ainda não é suficiente. Sem precisar ir muito longe, pense naquela mulher que cuida das crianças, da casa, do marido, trabalha fora e fica doente. Por morar no interior, ela vai para um hospital da cidade e descobre que ali não pode ser atendida adequadamente, pois não há infraestrutura como na capital. Aí vem o primeiro problema. Sair de sua cidade, sozinha, pois o marido também trabalha, deixa os filhos com uma vizinha ou um familiar, e vem somar na fila dos adoentados que precisam de urgência no atendimento e de cuidados especiais.
Quando chega aqui percebe que, como ela, tem mais um monte de gente na mesma condição, pelos corredores, sem saber quando nem como serão atendidas. Aí vem a questão. Não adianta colocar mais ambulâncias para o transporte de pacientes se eles chegam ao hospital e não encontram vagas. Porque não estruturar os hospitais do interior e tirar a sobrecarga dos que atendem na Grande Vitória? Resolveríamos os problemas que agravam as doenças do nosso povo. E não podemos nos esquecer da nossa equipe médica que também trabalha no limite. Enfrentam diariamente as perdas indesejáveis que poderiam ter evitado com um pouco mais de investimento e mais tempo para cada paciente.
Mas também não adianta só reclamar. Temos que saber cobrar. É necessário lutar para que o conselho da saúde seja composto por pessoas honestas, que assinem a prestação de contas com sabedoria e conhecimento das normas que regem os hospitais. A educação também deve ser pensada com mais cuidado. Cadê aquelas crianças que entravam na sala de aula trazendo uma maçã para o professor junto à uma carta de amor. Cadê o carinho com que o professor cuidava de seus alunos na hora de lecionar.
As brincadeiras saudáveis de antigamente já não se vêem mais. Hoje, enfrentamos o bulliyng, aquela gozação repetitiva e humilhante que alguns alunos mais vulneráveis têm que aguentar. Não há limite, nem respeito ao próximo, como nas escolas de outrora. A mãe, a professora, a aluna que é violentada dentro das dependências da escola, a tia, a avó e todas as mulheres que se sensibilizam com esta situação, devem ir à frente de lutas para cobrar condições de ensino e infraestrutura.
Mas, para cobrar tem que participar, acompanhar o conselho da escola, conhecer o regulamento do Conselho de Alimentação Escolar e pensar que quando o conselheiro é conivente com irregularidades na prestação de contas de uma escola, ele está contribuindo para a degradação do ambiente escolar e do ensino da futura geração.
O universo feminino é complexo e abraça todas as causas humanitárias de igualdade e justiça que começa em casa e vai para as ruas, partindo do individual para o pensamento coletivo. Quando uma mãe fica sabendo que seu filho não irá estudar por falta de vagas e que ele também não poderá mais jogar bola na rua, pois a violência está ameaçando a tranqüilidade da família, ela começa a perceber que está faltando alguma coisa, que está faltando mais amor e compaixão na forma com que estão sendo constituídos a nossa cidade, estado e o nosso país. A constituição federal foi pensada pelos homens, com a participação mínima da mulher.
Apenas em 1933, a médica Carlota Pereira de Queiroz entrou no Senado e iniciou a carreira política das mulheres ajudando a elaborar a Constituição de 1934. Isto mostra o quão recente é a participação feminina na política e mostra que não adianta pensarmos em políticas públicas e sociais para a mulher se não tivermos a representação efetiva delas nas lutas de rua, nos plenários e frente às lideranças.
Meu recado é a você, mulher, que está decepcionada com a realidade que se forma diante os olhos. Arregace as mangas como quando se arruma a casa e vamos arrumar a nossa sociedade. Pegue para você algumas responsabilidades no poder público e participe para melhorar!

Sou a favor da doação de órgãos, pois é um ato solidario que pode salvar muitas vidas. Faça o mesmo, seja Doador!

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by charles peixoto