Programa de Ética e Transparência Eleitoral
02/08/2010

(0) Comentário Faça um comentário

Por: Cátia Menezes - Jornalista e estudante do 7° período de Direito


Saiba mais

As eleições estão chegando, o que expressa o verdadeiro poder do povo, de decidir quem cuidará de seus interesses e orientará os rumos da nação.

 Sabemos que as eleições brasileiras, infelizmente, sempre foram marcadas por fraudes, corrupção eleitoral e troca de favores. Ainda se troca o voto por cestas básicas, passagens rodoviárias, materiais de construção, medicamentos, vale-combustível, prestação de serviços médicos e odontológicos, promessa de cargos, enfim, muitos eleitores se corrompem por conta do oferecimento de qualquer vantagem.

Conseqüência disso é que o eleitor é iludido e os maus políticos, que deveriam ser banidos da vida pública, acabam se mantendo no poder valendo-se da carência dos milhares de eleitores sem condição de bem discernir sobre a importância do direito/dever de votar. 

Para combater estes atos de ofensa e violência à democracia, está em vigor a Lei n° 9.504/97, que regula as eleições e as condutas vedadas aos agentes públicos em campanhas eleitorais; durante um certo período anterior à data das eleições, e também, em alguns casos, durante um período posterior a elas.

O objetivo visado com essas proibições, que estão basicamente elencadas no artigo 73 da lei mencionada, é o de preservar a igualdade entre os diferentes candidatos e partidos, evitando que qualquer agente público possa abusar de suas funções, com o propósito de trazer com isso algum benefício para o candidato ou para o partido de sua preferência.

Se quisermos mudar o curso da história neste País cheio de injustiças, será necessário tomar medidas verdadeiramente severas em relação àqueles candidatos que conquistam mandatos desonestamente.

Conheça o Art.73 da Lei n°9.504/97, acessando o site do Planalto: http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L9504.htm

Bullying não é brincadeira, é crime!
22/06/2010

(0) Comentário Faça um comentário

A prática do bullying é caracterizada pela ação repetitiva de agressão verbal ou física


Saiba mais

 Muitos assuntos precisam ser debatidos, mas não me canso de falar sobre os problemas que rodeiam o âmbito educacional de nosso Estado e, consequentemente, de nossa Capital. Dessa vez, venho abordar algo que está se tornando caso judicial e contaminando o ambiente escolar, prejudicando muitos alunos e causando graves transtornos: o bullying. Muitos até desconhecem o termo, mas com certeza já presenciaram, praticaram ou foram vítimas de violência moral ou física na escola.

 
A prática do bullying é caracterizada pela ação repetitiva de agressão verbal ou física contra alguém, de maneira constrangedora. As conseqüências para as vítimas são muitas como queda no rendimento escolar, isolamento social, depressão, auto depreciação, constrangimento e, em casos extremos, suicídio.
 
Durante o período escolar, os jovens estão formando sua personalidade. Uns são mais populares e se aproveitam, em alguns casos, da posição de líder da turma para violentar verbalmente os mais tímidos e mais “fracos”, ou aqueles que possuem alguma deficiência. Geralmente, a ação é covarde e causa uma violência repetitiva e que parte do grupo, diminuindo ainda mais as possibilidades de reação da vítima, que sofre calada, as vezes, por anos.
 
É uma realidade mascarada. Muitos ainda levam esta violência como uma brincadeira, mas não é! Temos que levantar esta discussão para que possamos promover a paz, principalmente nas salas de aula, onde já existem muitos problemas a serem enfrentados. Foi sancionada, na semana passada, a lei nº 7.952, de minha autoria, que dispõe sobre a criação de uma campanha de prevenção e combate ao bullying escolar, de forma a coibir tal prática e conscientizar a todos sobre as consequências que o mesmo traz. 
 
Apesar de ter sido sancionada, o processo é lento. Desde o ano passado venho discutir este projeto, pensando no desenvolvimento de Vitória. Como a mídia retratou a semana passada, Vitória está entre as capitais que mais sofrem com o bullying escolar, em 4º lugar, com 33,3% de vítimas declaradas. E não são as escolas públicas, alvo de todas as críticas, as responsáveis pelos números. Segundo a pesquisa do IBGE, são nas escolas particulares onde o bullying mais acontece. 
 
Portanto, que fique clara a importância de saber que bullying não é brincadeira, é crime!  
 

Vereadora Neuzinha fala sobre "Os Desafios da Educação"
15/11/2009

(0) Comentário Faça um comentário

As diferenças na formação se refletem na desigualdade social


Saiba mais

No quadro social em que vivemos atualmente, a presença da contradição e da desigualdade ainda é fato. Vários estudiosos tentam entender o porquê de tamanha diferença entre as classes e descobrir a solução.

Dentre tantas teorias, uma palavra está sempre presente nestes debates: a educação. Não é por menos, nossa formação intelectual e, consequentemente, o nosso crescimento profissional está intimamente ligado aquilo que nos ensinam durante a nossa infância e juventude.

As famílias que podem investir em qualificação profissional e que pagam por um ensino de qualidade à criança desde o início da fase escolar, aumentam significativamente as chances desta conquistar a independência financeira e o sucesso como profissional, no futuro. Claro que podemos citar vários casos de superação dos quais pessoas que lutaram sem nenhum recurso financeiro e, mesmo assim, conseguiram mudar a realidade delas. Entretanto, no geral, elas são exceções.

Portanto, acredito que só alcançaremos qualidade de vida, investindo na educação. É notória as mudanças conquistadas no âmbito escolar público, com os investimentos do governo na infraestrutura e na informatização das escolas. Mas, o que há de errado já que estes equipamentos não garantem o aprendizado dos alunos? O que devemos mudar na estratégia, e que tipo de investimento deve ser feito, visto que aumentam os casos de violência entre aluno e professor e, assim, há queda na qualidade de ensino?

Este é um debate que deve ser feito na base, com aqueles que usam o serviço público de ensino que hoje é motivo de “chacota” pelos jornais do Estado. A educação abrange todas as esferas e deve ser pensada em sua complexidade que vai desde a formação da criança, a re-educação nos sistemas carcerários até a garantia da profissionalização dos que querem mas não possuem condições financeiras.

Como vice-presidente da Comissão de Educação, venho pensando nos problemas que enfrentamos diariamente e me deparo com uma realidade triste. As crianças pobres não estão sendo preparadas como as mais favorecidas financeiramente.

Enquanto uma vai à escola, após um farto café da manhã, e ao chegar tem o seu tempo livre para se dedicar a outras atividades como balé, inglês, natação, etc, outra chega em casa com fome, as vezes mal tem do que se alimentar, e, sem o tempo livre deve cuidar dos irmãos e, muitas vezes, trabalhar na rua para ajudar os pais em casa. A educação de qualidade depende de uma série de fatores sociais ligados à estrutura familiar e ao âmbito social em que a criança se insere.

Os políticos detêm o poder de transformação, mas estão ali como porta-voz do povo. Portanto, opine, dê a sua contribuição com idéias pois, participar com sugestões é um dever de todos numa esfera democrática.

Mulheres, Vamos à Luta!
21/08/2009

(1) Comentários Faça um comentário

Vereadora Neuzinha fala sobre a importância da participação feminina na política


Saiba mais

Mulheres, Vamos à Luta!

Pensar em políticas públicas para a mulher requer um pouco mais do que reflexão. Exige compromisso com a mudança. Saber o papel que ela exerce na sociedade e o que ela representa no contexto político e social brasileiro. Por natureza, a mulher administra a casa e a família, e ainda consegue conciliar o seu tempo com o trabalho e os estudos.

Em consequência disto, a percepção da mulher se voltou às mazelas da sociedade. Ela se politizou, conseguiu chegar a cargos mais altos e teve conquistas importantes, porém, ainda não é suficiente. Sem precisar ir muito longe, pense naquela mulher que cuida das crianças, da casa, do marido, trabalha fora e fica doente. Por morar no interior, ela vai para um hospital da cidade e descobre que ali não pode ser atendida adequadamente, pois não há infraestrutura como na capital. Aí vem o primeiro problema. Sair de sua cidade, sozinha, pois o marido também trabalha, deixa os filhos com uma vizinha ou um familiar, e vem somar na fila dos adoentados que precisam de urgência no atendimento e de cuidados especiais.

Quando chega aqui percebe que, como ela, tem mais um monte de gente na mesma condição, pelos corredores, sem saber quando nem como serão atendidas. Aí vem a questão. Não adianta colocar mais ambulâncias para o transporte de pacientes se eles chegam ao hospital e não encontram vagas. Porque não estruturar os hospitais do interior e tirar a sobrecarga dos que atendem na Grande Vitória? Resolveríamos os problemas que agravam as doenças do nosso povo. E não podemos nos esquecer da nossa equipe médica que também trabalha no limite. Enfrentam diariamente as perdas indesejáveis que poderiam ter evitado com um pouco mais de investimento e mais tempo para cada paciente.

Mas também não adianta só reclamar. Temos que saber cobrar. É necessário lutar para que o conselho da saúde seja composto por pessoas honestas, que assinem a prestação de contas com sabedoria e conhecimento das normas que regem os hospitais. A educação também deve ser pensada com mais cuidado. Cadê aquelas crianças que entravam na sala de aula trazendo uma maçã para o professor junto à uma carta de amor. Cadê o carinho com que o professor cuidava de seus alunos na hora de lecionar.

As brincadeiras saudáveis de antigamente já não se vêem mais. Hoje, enfrentamos o bulliyng, aquela gozação repetitiva e humilhante que alguns alunos mais vulneráveis têm que aguentar. Não há limite, nem respeito ao próximo, como nas escolas de outrora. A mãe, a professora, a aluna que é violentada dentro das dependências da escola, a tia, a avó e todas as mulheres que se sensibilizam com esta situação, devem ir à frente de lutas para cobrar condições de ensino e infraestrutura.

Mas, para cobrar tem que participar, acompanhar o conselho da escola, conhecer o regulamento do Conselho de Alimentação Escolar e pensar que quando o conselheiro é conivente com irregularidades na prestação de contas de uma escola, ele está contribuindo para a degradação do ambiente escolar e do ensino da futura geração.

O universo feminino é complexo e abraça todas as causas humanitárias de igualdade e justiça que começa em casa e vai para as ruas, partindo do individual para o pensamento coletivo. Quando uma mãe fica sabendo que seu filho não irá estudar por falta de vagas e que ele também não poderá mais jogar bola na rua, pois a violência está ameaçando a tranqüilidade da família, ela começa a perceber que está faltando alguma coisa, que está faltando mais amor e compaixão na forma com que estão sendo constituídos a nossa cidade, estado e o nosso país. A constituição federal foi pensada pelos homens, com a participação mínima da mulher.

Apenas em 1933, a médica Carlota Pereira de Queiroz entrou no Senado e iniciou a carreira política das mulheres ajudando a elaborar a Constituição de 1934. Isto mostra o quão recente é a participação feminina na política e mostra que não adianta pensarmos em políticas públicas e sociais para a mulher se não tivermos a representação efetiva delas nas lutas de rua, nos plenários e frente às lideranças.

Meu recado é a você, mulher, que está decepcionada com a realidade que se forma diante os olhos. Arregace as mangas como quando se arruma a casa e vamos arrumar a nossa sociedade. Pegue para você algumas responsabilidades no poder público e participe para melhorar!

Busca Artigos
Busca Rápida
Informativo Online
Forum
Bárbara Veenings Rebello 19/05/2010 às 16:54:09 - Vitória

Sou a favor da doação de órgãos, pois é um ato solidario que pode salvar muitas vidas. Faça o mesmo, seja Doador!

Enquete

Eleições chegando, você já se decidiu em quem votar?

Sim, já me decidi.

Tenho dúvidas.

Não sei em quem votar.

Meu voto é nulo/branco.

NEUZA DE OLIVEIRA
Av. Marechal Mascarenhas 1788 Ed. Paulo Pereira Gomes - 5º Andar Bento Ferreira - Vitória - CEP 29050-940 Telefone 27 3334-4563 / 3334-4523
by charles peixoto