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Neuzinha discursa sobre o surto da droga em Vitória
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Luiz Paulo Vellozo Lucas
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A abundância não prejudica, mas pode viciar. O Brasil é campeão mundial em recursos hídricos superficiais, título acumulado com o de país com maior índice de desperdício no sistema de distribuição de água. Na hidroeletricidade, também somos campeões mundiais de potencial, de produção e de baixo custo no investimento por kW gerado.
No artigo anterior, ressaltei a importância do maior desenvolvimento no Brasil de fontes alternativas de energia. Neste espaço, vou me concentrar na energia proveniente das chamadas usinas resíduos-energia, que utilizam Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), mundialmente conhecidas como WtE (Waste to Energy)
Em todo o mundo, essa tecnologia de geração de energia está se disseminando. Na Suécia e na Dinamarca, metade do lixo vai para as WtE. No Japão e em Taiwan, esse percentual chega a 60%, e a China, que há poucos anos não tinha nenhuma usina térmica a lixo, já transforma 25% do total de RSU do país em energia.
O Brasil precisa urgentemente começar o aproveitamento energético do lixo. Hoje, o nosso país recicla 1%, deposita 56% em aterros sanitários - nem todos adequados - e lança 43% em lixões a céu aberto. O Congresso Nacional aprovou, no ano passado, uma lei sobre RSU com compromissos e metas para as municipalidades tratarem adequadamente seu lixo.
Em 2010, produzimos 60.868 mil toneladas de lixo dos quais 54.158 mil tons foram coletadas por serviços municipais. O crescimento anual do lixo coletado tem sido da ordem de 5,2% pelo efeito combinado da maior produção per capita, que acompanha o enriquecimento do país, com a maior abrangência dos serviços de coleta.
O potencial teórico de geração de energia elétrica através de usinas WtE é da ordem de 5,4 GW, quase duas vezes a capacidade de Santo Antônio no Rio Madeira.
A atratividade econômica das WtE é inequívoca. Elas podem ser implantadas em cidades, ou grupos de cidades, com mais de 120 mil habitantes, ao custo de cerca de R$ 30 milhões. Já existem várias empresas estrangeiras formando consórcios com empresas e investidores brasileiros para entrar nesse mercado.
Do ponto de vista social e ambiental, o fim dos lixões e dos aterros pode gerar uma brutal redução na emissão de gases de efeito estufa e eliminar a insalubre e degradante forma de sobrevivência dos catadores. Os municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra poderiam se adiantar aproveitando a Baía de Vitória para fazer o transporte do lixo em barcaças alimentando uma ou duas usinas WtE.
Aliás, a Companhia de Desenvolvimento de Vitória (CDV) chegou a preparar um edital para uma licitação pública de concessão da gestão do lixo da cidade, prevendo a instalação de uma usina WtE no final do meu segundo mandato na prefeitura (2004). Precisamos aproveitar a realização da conferência Rio+20 para entrar na era das usinas WtE. Antes tarde do que nunca.
Luiz Paulo Vellozo Lucas é engenheiro da área de Meio Ambiente do BNDES e professor de economia da PUC-Rio.
E-mail: luizpaulo@vellozolucas.com.br
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Artigo escrito pelo Desembargador capixaba Pedro Valls Feu Rosa
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Quem compra votos vende o seu futuro
Muitas pessoas pensam que, durante uma eleição, alguns candidatos inescrupulosos compram votos com cestas básicas, sacos de cimento ou algum outro presente sequer. Nada mais falso. O verdadeiro preço de um voto é bem outro: o sangue e a dor de muitos inocentes.
Se permitirmos que haja compra de votos nestas eleições, o valor de cada um deles será pago lá na frente com a vida das crianças que morrerem sem atendimento na porta de um hospital público – a verba da saúde terá sido desviada para pagar as despesas de campanha. Lá no futuro aquele pai choroso, a carregar o caixão do filho morto em um acidente de trânsito, sequer se dará conta de que a verba para reformar a estrada terá sido desviada para pagar a compra de votos de 2010. Assim também a mãe chorando amanhã sobre o corpo do filho morto em um assalto não perceberá que os recursos da segurança pública terão sido desviados para reembolsar os compradores de votos de 2010.
A verdade é simples: o preço de cada voto vendido será pago por cada um de nós, não importa se rico ou pobre, jovem ou velho.
Daí a importância de lutarmos, e de forma firme, contra esta praga que ceifa vidas e retira da vida pública as pessoas de bem, a cada dia mais desestimuladas por não terem como disputar uma eleição justa contra o popular “caminhão de dinheiro”.
Acabar com isso exigirá tempo. Não é tarefa que se realize ao longo de uma eleição, mas de toda uma geração. Porém, precisamos dar o primeiro passo e começar esta caminhada. Uma caminhada que salvará vidas.
Desembargador Pedro Valls Feu Rosa
Presidente do TRE-ES
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Governo do PT tem sido ineficaz em ajudar os mais pobres a “andar com as próprias pernas”, avalia ITV
Em sua análise de conjuntura divulgada nesta segunda-feira (24), o Instituto Teotonio Vilela chama a atenção para a incapacidade da gestão petista para dar condições de emancipação aos mais pobres. Seja em programas como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, seja no campo ou nas universidades públicas, o que se vê são as inúmeras dificuldades para os mais carentes conseguirem “andar com as próprias pernas”. Essa situação de dependência os tornando reféns da tutela do Estado e do coronelismo pós-moderno do PT. Leia a íntegra abaixo:
Portas fechadas para a emancipação
A área social é considerada um dos grandes trunfos da gestão Lula-Dilma. São recorrentes as citações aos “milhões de brasileiros” que ultrapassaram a linha de pobreza nos últimos anos. Trata-se de algo que merece aplausos, mas é igualmente verdade que o governo do PT tem sido completamente ineficaz em ajudar os mais carentes a andar com as próprias pernas.
Exemplos dessa limitação podem ser vistos em algumas das principais vitrines dos governos passado e atual, como os programas Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e a política nacional de reforma agrária. Retirada a névoa da máquina de propaganda, o que se vê, na maioria das vezes, são ações que preservam a tutela do Estado sobre os mais necessitados – situação perversamente conveniente para quem tem um projeto de poder e não de país.
Pesquisa patrocinada pelo Ministério do Desenvolvimento Social mostrou que beneficiários do Bolsa Família têm dificuldade de se manter empregados. Como mostrou o Estadão na semana passada, metade das pessoas que recebem a bolsa perdem a ocupação até um ano após serem contratadas. Uma vez alijados do mercado de trabalho, menos de 25% serão recontratados nos quatro anos seguintes, atestou o estudo oficial.
Ou seja, resta provado que, tal como está, o maior projeto social do governo petista é absolutamente ineficaz no objetivo de dar ao cidadão condições de viver do próprio trabalho.
Na gestão tucana, quando o programa de bolsas foi criado, um dos aspectos mais importantes era exatamente a contrapartida dos beneficiários por meio da frequência à escola, uma forma de dar-lhes melhores condições de emanciparem-se e progredir sozinhos. Essa visão libertadora foi deixada de lado pelo petismo.
No campo, setor que deveria garantir comida e sustento para milhões de brasileiros, mais revezes. Informações também oficiais reunidas pelo Incra mostram que 38% das 924 mil famílias instaladas nas fazendas desapropriadas não conseguem obter sequer um salário mínimo de renda por mês.
A situação nos assentamentos é de penúria: 58% não contam com estradas de acesso razoáveis, 56% não têm energia elétrica e apenas 5% dos colonos possuem segundo grau completo. A consequência evidente é a falência do modelo agrário distributivista e a perpetuação da pobreza no campo.
Já o Minha Casa Minha Vida também começa a exibir as limitações de um programa concebido muito mais para dar votos para o PT do que teto para quem precisa. Boa parte dos beneficiados, conforme mostrado pelo Estadão, não tem conseguido pagar as prestações mensais de R$ 50. Sinal de que o modelo não para em pé sem a mão do Estado, a inadimplência já preocupa os órgãos oficiais.
Pelo que se pode ver, a situação social de milhões de brasileiros ainda é precária. Os mais otimistas podem dizer que o governo buscou, sim, dar mais soberania dos cidadãos. Um exemplo seria a expansão das universidades públicas. Mais uma ilusão.
Reportagem publicada na edição da revista Época desta semana mostra que a condição das novas instituições federais de ensino superior criadas no governo passado é claudicante. Não há estrutura física, professores e nem planejamento suficiente para as aulas. Alunos precisam se espremer em galpões alugados.
Das 14 universidades inauguradas por Lula, apenas quatro são realmente novas e dez já existiam como expansões. Não por acaso, das 88 mil novas vagas abertas na gestão passada 46 mil foram criadas em 2009, véspera de ano eleitoral. No mundo petista, até educação é vítima da política eleitoreira.
A triste constatação é de que o governo do PT, de uma maneira deturpada, foi eficaz em transformar em política pública os versos imortalizados por Luiz Gonzaga e Zé Dantas em “Vozes da Seca”: “Seu doutor, uma esmola para um homem que é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. No coronelismo pós-moderno do PT, todas as portas de saída ficam trancadas.
(Fonte: ITV)
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Por Rafael Seabra
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Vimos, na semana passada, o governo elevar novamente a taxa de juros (SELIC) para 10,25% ao ano. Se, por um lado, é uma boa notícia para os investidores em títulos públicos, pois a rentabilidade está atrelada à SELIC, por outro lado causa um esfriamento na economia.
Entretanto como é que o “simples” aumento da taxa de juros consegue esfriar a economia? Qual a intenção do governo em fazer isso? E como nós, investidores, podemos tirar proveito desses aumentos? O objetivo desse artigo é responder todas essas perguntas de uma forma simples, dismistificando um assunto tão comentado nos noticiários, mas que pouca gente compreende, dada a complexidade dos jargões econômicos utilizados. Vamos lá!
Por que a elevação da SELIC esfria a economia?
A resposta é bem simples. O aumento da taxa de juros impacta diretamente os juros dos financiamentos bancários. Como grande parte do consumo nacional é produto de financiamentos e a oferta de crédito está mais “cara” (com juros mais altos), consequentemente as pessoas passam a consumir menos.
O mesmo raciocínio se aplica às empresas, que deixam de contrair empréstimos para investimentos em novos projetos, já que os juros mais altos comprometem a taxa de retorno do investimento, aumentando o risco. Consumidores gastando menos e empresas investindo menos é igual a menos dinheiro rolando na economia.
Por que o governo faz isso?
Essa merece uma explicação mais elaborada. O governo trabalha com uma meta de inflação anual em torno de 4,5% a.a. Sendo que a expectativa de inflação para esse ano já se aproximando dos 6% a.a. Isso significa que nós, consumidores, as empresas e o governo vinha gastando mais que a oferta de bens e/ou serviços. Isso tende a elevar o preço (pela tão falada lei da demanda e da oferta) das coisas.
Portanto o aumento da SELIC desestimula o consumo, diminuindo a demanda (procura por bens e/ou serviços), impedindo que os preços continuem a subir e, quem sabe, até comecem a cair. Em poucas palavras, o objetivo do governo, ao elevar a SELIC, é controlar a inflação.
E como podemos nos aproveitar desses aumentos da SELIC?
Alguns títulos públicos são indexados, direta ou indiretamente, pela SELIC. A LFT (Letras Financeiras do Tesouro), título pós-fixado indexado à SELIC é a primeira opção. Essa opção acompanha a SELIC, pagando no vencimento do título o rendimento dessa taxa. Como a perspectiva de curto e médio prazo é de elevações até o final do próximo ano, trata-se de uma boa escolha.
A segunda opção, também para curto e médio prazo, é a LTN. As LTNs (Letras do Tesouro Nacional) são prefixadas e você já sabe quanto ela vai render no momento da compra. Apesar de não ser indexada à SELIC, geralmente as taxas prefixadas oferecidas aumentam um pouco sempre que a SELIC aumenta.
Rafael Seabra é Educador Financeiro e consultor de Tecnologia da Informação, cursa o MBA em Finanças pelo Ibmec e é formado em Ciência da Computação pela UFPE. Autor do blog Quero Ficar Rico, ministra palestras e cursos de Educação Financeira.

Adoraria estar perto de praia e do carnaval de vitoria que fica no meio entre RJ e BA ... deve ser o maximo

Você sabe para onde são destinadas as multas de trânsito em Vitória?
NEUZA DE OLIVEIRA
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by charles peixoto